Mensagens

A cidade é uma tarefa nunca acabada

Imagem
Fechadas as urnas, contados os votos, anunciados os vencedores, feita a festa, agora é tempo de começar a trabalhar. A tomada de posse ainda não teve lugar. Mas já deve haver por ali umas ideias, uns rabiscos, uns rascunhos. A juntar a isso, o saco cheio de promessas, repetidamente explanadas e amplificadas em buliçosos debates, requintados outdoors, prolixos cartazes e coloridos panfletos. Sorte aos que venceram, que bem vão precisar dela e honra aos que perderam. Não há democracia sem uns e outros. Os que ganham vão governar e ter à perna o povo que neles confiou e o povo que não lhes deu o voto. Os que perdem vão para a oposição garantir o contraditório. Espera-se que o façam, nunca deixando de fazer ouvir a sua voz. Mas que deixem governar quem recebeu o mandato do povo, sancionado nas urnas. A nossa cidade bem precisa que olhem por ela. Há muito por fazer? Há sempre muito por fazer. Mesmo quando nos esforçamos ao máximo, dando tudo o que temos, fica sempre algo por fazer. A cida...

Pelos areais dourados da Arrábida

Imagem
  "Serras, veredas, atalhos / estradas e fragas de vento / onde se encontram retalhos / de vidas em movimento"... a letra que Ary dos Santos escreveu (apenas substituímos 'sofrimento' por 'movimento') para uma série de televisão na voz de Carlos do Carmo bem podia adaptar-se à caminhada de Domingo passado pelos areais dourados das praias de Galapinhos e Galápos.  A manhã nem por isso começou dourada, mas a névoa que bailava nos cumes da Serra emprestou um misticismo ao habitual místico arrabalde serrano, que acabou por se descortinar numa nesga de Sol dourado a projectar-se sobre os convivas que tiveram coragem de acordar e levantar cedo, e fazer-se às curvas da Serra numa manhã de Domingo. Descer a ravina que desaguava nos tais areais dourados foi o primeiro desafio do dia, logo a seguir temperado pela poesia dita pelo guia Nuno David. O poeta da Arrábida, Sebastião da Gama, reviveu nas palavras dos seus poemas, assim como também foi lembrada a figura...

Arrábida já é Reserva da Biosfera da UNESCO

Imagem
  No dia 27 de Setembro, foi conhecida a decisão de integrar a Arrábida na Reserva da Biosfera da UNESCO. O anúncio foi feito na cidade de Hangzhou, na China, no decurso do Congresso Mundial de Reservas da Biosfera que decorreu naquele país. A decisão de incluir a Arrábida na Reserva da Biosfera foi sustentada pela sua localização na “impressionante costa atlântica de Portugal”, em 200 quilómetros quadrados que têm no centro a Serra da Arrábida, “cujas falésias calcárias mergulham no oceano, emoldurando uma paisagem que combina matagais mediterrânicos, densas florestas de pinheiros-bravos, grutas escondidas e vibrantes ecossistemas marinhos”. A Arrábida acolhe mais de 1.400 espécies de plantas, representando 40% da flora portuguesa, incluindo 70 espécies raras e endémicas. Abriga, também, uma fauna diversificada, com 200 espécies de vertebrados e mais de 2.000 espécies marinhas, incluindo golfinhos-roaz, robalos-europeus e salmonetes-vermelhos. Foi, ainda, destacado pela UNES...

"Mariana ou E tudo o resto é nada"

Imagem
  Trêsmaisum teatro. Estreia  25, 26, 27 Setembro, 21h, Casa da Avenida, no espaço r/c, em Setúbal  "Mariana ou E tudo o resto é nada" Um encontro improvável. Um amor impossível perdido na memória. O que anteriormente foi desejo incontrolado, entrega, passou a espera, dúvida, desespero, culpa.  Presentes, as "cartas portuguesas" a avivar memórias Anos passados, no mesmo espaço, o encontro.  A vida a nu, num outro mundo  Sem que nenhum recomeço seja hoje possível...   A partir das Cartas Portuguesas. Tradução de Vítor Amaral de Oliveira, com texto inédito de Ana Paula Eusébio   Dramaturgia - Ana Paula Eusébio e Carlos de Medeiros  Encenação e concepção de cenário - Ana Paula Eusébio  Figurinos - Ana Paula Eusébio e Carlos de Medeiros  Execução de cenário - Tim Madeira e António Alves da Costa  Adereços - Tim Madeira Sonoplastia - António Alves da Costa e Carlos de Medeiros Fot...