A cidade é uma tarefa nunca acabada
Fechadas as urnas, contados os votos, anunciados os vencedores, feita a festa, agora é tempo de começar a trabalhar. A tomada de posse ainda não teve lugar. Mas já deve haver por ali umas ideias, uns rabiscos, uns rascunhos. A juntar a isso, o saco cheio de promessas, repetidamente explanadas e amplificadas em buliçosos debates, requintados outdoors, prolixos cartazes e coloridos panfletos. Sorte aos que venceram, que bem vão precisar dela e honra aos que perderam. Não há democracia sem uns e outros. Os que ganham vão governar e ter à perna o povo que neles confiou e o povo que não lhes deu o voto. Os que perdem vão para a oposição garantir o contraditório. Espera-se que o façam, nunca deixando de fazer ouvir a sua voz. Mas que deixem governar quem recebeu o mandato do povo, sancionado nas urnas. A nossa cidade bem precisa que olhem por ela. Há muito por fazer? Há sempre muito por fazer. Mesmo quando nos esforçamos ao máximo, dando tudo o que temos, fica sempre algo por fazer. A cida...