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Aldeias de Azeitão - Por caminhos raramente caminhados

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  "Canta o Sol que tens na alma, és a flor de ser feliz..." o refrão da canção interpretada há exactamente 55 anos no Festival RTP da Canção, por Paulo de Carvalho, definia o amanhecer de um Domingo finalmente soalheiro e com flores a despontar pelos campos e serranias a perder (se calhar a ganhar!) de vista. Finalmente, a Caminhada Synapsis a partir da Aldeia da Portela, na Arrábida, adiada algumas vezes devido às intempéries que assolaram Portugal nas últimas semanas, ganhava contornos de convívio e descobertas. E poucos dos caminhantes sabiam da existência de aldeias quase perdidas entre Azeitão e Sesimbra, bem escondidas e desenhadas entre ruas, estradas e muros com muita história. Aldeias tão escondidas que até os GPS tinham dificuldade em auxiliar os caminhantes. Mas tudo se resolveu, a contento dos passos por percursos apenas partilhados com ciclistas de montanha e quintas misteriosas ao longo de caminhos de terra batida. Ao longe, os contornos e a magia dos maciços da...

Carlos de Medeiros - A autorrepresentação como elemento ficcional

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  A fotografia de Carlos de Medeiros é indissociável do seu trabalho enquanto actor, em cerca de três dezenas de peças e quatro filmes. O teatro e o cinema fizeram-no viver personagens, sentir a leitura de forma diferente, explorar o que fica para além das palavras. A Gaivota , de Tchekov, que representou o tetro no início da sua carreira, marcou-o de forma peculiar. Nos trabalhos que expõe nesta sua última exposição, Turdus Merula , a designação científica do melro-preto, as asas dos pássaros, esse instrumento de liberdade que os homens procuraram durante séculos replicar, são elementos presentes no seu imaginário e uma constante da sua vida: nos Açores, onde nasceu e que visita com frequência e na Azóia, junto ao Cabo Espichel, onde se refugia muitas vezes. No portefólio que se apresenta aos nossos leitores, constam algumas fotografias dessa exposição, inspirada num texto dos Contes Cruels de Octave Mirabeau, Les Corneilles (Os Corvos). É curioso notar que, no Teatro, sendo a...

Um mundo cheio de anémonas: luz e sombra na pintura de Eduardo Carqueijeiro

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  Um mundo cheio de anémonas A partilha dos ventos O olho de Guernica, de novo A dança (segundo Matisse) e A lua de Magritte no meu sobreiro A deriva dos continentes O mundo de Paula Rego e Os lírios de Van Gogh Um novo arco Canetas, tinta da china, ecolines, acrílico, sobre papel A3 Eduardo Carqueijeiro, artista nas horas vagas. Natural de Setúbal, formou-se em arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, frequentou a AR.CO Lisboa-pintura e gravura e a Slade School of Art e Central St. Martins College of Art & Design. Concilia a sua experiência profissional em ambiente, com a sua prática artística através duma fusão entre arte e ciência, do qual tira partido nas suas exposições, performances, trabalho de ilustração e curadorias. Interliga como um todo narrativo a pintura em acrílico, a fotografia, a colagem, a instalação, a música e o vídeo. Site: http://eduardocarqueijeiro.com/ Instagram: https://www.instagram.com/edca_creativity/ Arrábida “serra-mãe” há 80 a...