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A frágil beleza das flores em Nuno David

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  Técnica: aguarela. Três flores lilases. Com água ficam leves e quase transparentes. Técnica: aguarela. Verão, tempo quente. Colhidas e entregues num ramo, as papoilas… Técnica: óleo sobre tela, pintado com espátula. Iguais e diferentes na forma, na cor e nos aromas também. Técnica: pastel de óleo. São rosas, Senhor... duas brancas rosas e outras num ramo só! Técnica: guache sobre papel. A fragilidade, a beleza amarela das flores... num verde triste e forte! Técnica: aguarela. Não me julguem pelas carnudas folhas! Sou uma simples flor amarela! Técnica: aguarela. Oh, como é divertido misturar-me com outras, fazemos um bonito e colorido ramo! CRÓNICA Arrábida “serra-mãe”  há 80 anos (5) João Reis Ribeiro                Quando Serra-Mãe saiu, Sebastião da Gama empenhou-se na sua divulgação, quer nas ofertas aos amigos e aos mais próximos, quer no envio para quem pudesse ser o seu leitor crítico. Uma das p...

Arrábida “serra-mãe” há 80 anos (4)

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  Serra da Arrábida Por meados de Setembro de 1945, Sebastião da Gama era apresentado ao crítico João Gaspar Simões (1903-1987), a quem foi entregue o esboço de Serra-Mãe para apreciação, conforme o poeta relatava à amiga Matilde Rosa Araújo, em carta de 20 desse mês: “Fui ontem apresentado ao Gaspar Simões. Simpático, gordo, baixo. Cabelos à Bocage. O Pedro de Andrade quis que ele lesse o livro. A edição é caríssima e quer ter quem o anime a arriscar. Espero que Sua Excelência não torça o nariz.” Não conhecemos a opinião de Simões sobre o que poderia ser a estreia de Gama; mas podemos imaginá-la se lermos o que, em 1951, o mesmo Gaspar Simões escreveu sobre a publicação do terceiro livro de Sebastião, não apresentando opinião muito favorável sobre a anterior obra do poeta de Azeitão: “o autor de Campo Aberto , que, antes de escrever e publicar os versos deste livro escrevera e publicara versos muito diferentes, (...) procurando ser inspiradamente moderno, confundia a inspiração...

Portugal, Pioneiro do Planeta-Oceano. O Sonho do Pastor. O Anúncio

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Imagem de Eduardo Carqueijeiro   Portugal,  Pioneiro  do Planeta-Oceano No ano de 1942, em plena II Guerra Mundial, um notável jurista alemão, Carl Schmitt, que, infelizmente, mancharia toda a sua longa vida pelo apoio espúrio ao regime hitleriano, ofereceu à sua filha Anima um profundo ensaio: “Terra e Mar. Breve Reflexão sobre a História Universal” (tradução portuguesa de A. Franco de Sá, Esfera do Caos, 2008). Schmitt segue Ernst Kapp, recordando como a água é o elemento-chave na representação de três grandes épocas da História: um périplo que vai das culturas fluviais, passando pelas culturas talassocráticas, limitadas a mares fechados como o Mediterrâneo, em direcção às culturas oceânicas. Só nestas, o elemento hídrico ganha independência e se pode contrapor verdadeiramente ao elemento terrestre. Foram os Europeus quem compreendeu, aprendeu e soube utilizar a especificidade do Mar. Mas quem de entre os Europeus? Nesta questão decisiva, Carl Schmitt tem dificuldade ...