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Memória do Alentejo na obra fotográfica de Francisco Borba

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  (Ermida da Coroada, Safara) Estas cinco fotografias inserem-se num projecto que iniciei há muitos anos, e que não sei quando terminarei. Têm por título ‘’Memória do Alentejo’’. Tem sido um trabalho muito envolvente, que decorre da minha paixão pelo Alentejo e pela sua gente. Ao longo destes anos a fotografar, tenho feito muitos amigos, e estão por contar muitas estórias, algumas com o humor próprio dos alentejanos, e outras que revelam angústias escondidas, de vidas esforçadas. Vou continuar! Há-de chegar o tempo ver a luz do dia. Francisco Moniz Borba (Arca d'Água, Qta. da Amada) (Ermida S. Lázaro, Monsaraz) (Forno de Quinta do Garro, Varche) (Torre das Águias, Ciborro) Francisco Moniz Borba nasceu em Lisboa, a 13 de Dezembro de 1941, mas afirma-se setubalense de alma inteira, desde a segunda semana de vida. Em Setúbal, viveu a infância e grande parte da adolescência, até partir para Lisboa para se licenciar em Ciências Agrárias, no Instituto Superior de Agronomia. Fotó...

Arrábida “serra-mãe” há 80 anos (8)

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  Em 5 de Março de 1946, no jornal Diário da Manhã , João Ameal (1902-1982) iniciava assim a sua coluna “Rumos do Espírito - As Ideias e os Autores”: “A todo o momento ouvimos dizer que na vida moderna há cada vez menos lugar para os poetas. Terá razão quem o afirma? Vive o Mundo, nesta hora, entre receios e desconfianças. Vive, também, sob o signo dos ódios desencadeados pelo imenso fratricídio que há pouco terminou — e sob a opressão de uma paz inquieta, cheia de perspectivas alarmantes.” Este arranque é intenso no seu lamento e na sua esperança — a Guerra Mundial acabara meses antes e tornava-se nítida a procura da pacificação e a valorização da humanidade. Mas este introito servia também para Ameal chegar ao principal do que pretendia dizer: apresentar um novo poeta, Sebastião da Gama, através do seu primeiro livro, Serra-Mãe . E a primeira observação é de simpatia — “Sente-se que vive na montanha, mas na montanha em frente do mar - porque se conjugam, na sua sensibilidade, a f...

Aldeias de Azeitão - Por caminhos raramente caminhados

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  "Canta o Sol que tens na alma, és a flor de ser feliz..." o refrão da canção interpretada há exactamente 55 anos no Festival RTP da Canção, por Paulo de Carvalho, definia o amanhecer de um Domingo finalmente soalheiro e com flores a despontar pelos campos e serranias a perder (se calhar a ganhar!) de vista. Finalmente, a Caminhada Synapsis a partir da Aldeia da Portela, na Arrábida, adiada algumas vezes devido às intempéries que assolaram Portugal nas últimas semanas, ganhava contornos de convívio e descobertas. E poucos dos caminhantes sabiam da existência de aldeias quase perdidas entre Azeitão e Sesimbra, bem escondidas e desenhadas entre ruas, estradas e muros com muita história. Aldeias tão escondidas que até os GPS tinham dificuldade em auxiliar os caminhantes. Mas tudo se resolveu, a contento dos passos por percursos apenas partilhados com ciclistas de montanha e quintas misteriosas ao longo de caminhos de terra batida. Ao longe, os contornos e a magia dos maciços da...